A sustentabilidade, muitas vezes, é apresentada como uma agenda distante da realidade popular. No entanto, práticas sustentáveis já fazem parte do cotidiano de milhares de pessoas nas periferias, ainda que não sejam reconhecidas como tal.
Catadores, recicladores, pequenos empreendedores e trabalhadores informais realizam, diariamente, atividades de reaproveitamento, conserto e reciclagem, contribuindo diretamente para a redução de impactos ambientais.
A proposta de uma Política Estadual de Economia Circular Popular busca reconhecer e fortalecer essas práticas. Ao apoiar iniciativas locais, promover capacitação e incentivar a organização produtiva, o Estado contribui para a geração de renda e para a consolidação de uma economia mais sustentável.
Essa proposta rompe com a lógica de que a economia verde é restrita a grandes empresas ou a setores altamente tecnológicos. Ela demonstra que a sustentabilidade também se constrói a partir da base, valorizando saberes e práticas que já existem e que precisam ser integrados às políticas públicas.