A experiência urbana em Minas Gerais tem se tornado cada vez mais marcada pelo desconforto térmico. O aumento da temperatura nas cidades é sentido no corpo de quem caminha sob o sol, espera um ônibus em pontos desprotegidos e vive em casas que acumulam calor ao longo do dia.
A ausência de áreas verdes, a predominância de superfícies impermeáveis e a falta de planejamento ambiental urbano criam verdadeiras ilhas de calor, tornando determinados bairros significativamente mais quentes do que outros. Essa realidade afeta diretamente a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da população.
A proposta de uma Política Estadual de Infraestrutura Verde Urbana busca enfrentar esse cenário de forma estruturada. Ela orienta o planejamento urbano para incorporar soluções baseadas na natureza, como arborização, corredores verdes, ampliação de áreas permeáveis e estratégias de sombreamento.
Mais do que uma intervenção estética, trata-se de uma política de saúde pública e de adaptação climática. Ao reduzir a temperatura, melhorar a qualidade do ar e tornar os espaços públicos mais acolhedores, essa proposta contribui para uma cidade mais equilibrada e humana.