Quem usa cadeira de rodas, muleta, andador ou qualquer outro equipamento sabe que sair de um estacionamento nunca é algo simples. Pagar e ir embora, como acontece para a maioria das pessoas, não reflete a realidade de quem precisa de mais tempo para se organizar, guardar equipamentos, ajustar o corpo e sair com segurança. Esse processo exige cuidado, espaço e tempo.

Hoje, muitos estacionamentos funcionam com um limite curto depois do pagamento, o que gera pressão, desconforto e até situações constrangedoras. A pessoa se vê correndo contra o relógio em um momento que deveria ser feito com calma. Isso afeta diretamente a autonomia e a dignidade.

A proposta parte dessa vivência concreta para estabelecer um tempo adicional adequado para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida nos estacionamentos de uso coletivo vinculados a serviços e equipamentos sob responsabilidade ou regulação do Estado. A ideia é permitir que a saída aconteça de forma segura, sem pressa e sem penalização.